A família demonstra resistência às adaptações propostas, alegando que:
“A casa vai parecer hospital”
“Essas mudanças são feias e desconfortáveis”
“É melhor alguém ajudar do que mudar tudo”
Ao mesmo tempo, reportagens recentes mostram o aumento de acidentes domésticos envolvendo pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, destacando quedas em banheiros e cozinhas como uma das principais causas de reinternação hospitalar no Brasil. muitas delas evitáveis com adaptações simples.
Estudos revelam que, entre 2000 e 2020, houve mais de 1,7 milhão de internações por quedas na população idosa, com custos acumulados de mais de R$ 2,3 bilhões ao SUS, o que evidencia o impacto econômico além do clínico.
SANTOS, F. M. dos et al. Custos das autorizações de internação hospitalar por quedas de idosos no Sistema Único de Saúde, Brasil, 2000–2020: um estudo descritivo. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 56, p. 1-10, 2022. Disponível em: <https://www.scielo.br\>. Acesso em: 29 de jan. 2026.
Escreva um texto dissertativo argumentativo (máximo de 40 linhas) que responda os tópicos das questões abaixo:
Questões:
Até que ponto o terapeuta ocupacional deve respeitar a recusa da família frente a riscos objetivos à segurança do usuário?
A manutenção da estética e do “conforto visual” pode se sobrepor à funcionalidade e à autonomia?
Quais estratégias o terapeuta ocupacional pode utilizar para negociar adaptações sem impor decisões?
Existe responsabilidade ética e técnica do terapeuta ocupacional caso ocorra um acidente previsível após a recusa das adaptações?

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