Por outro lado, questionar a possibilidade de diagnóstico ou tratamento também pode gerar problemas. A banalização do TDAH pode contribuir para que pessoas que realmente apresentam o transtorno não recebam o acompanhamento adequado, enfrentando dificuldades acadêmicas, sociais e emocionais sem compreender a origem de suas dificuldades.
Assim, surge uma questão polêmica: estamos diante de uma maior capacidade de reconhecer e tratar transtornos que anteriormente eram ignorados ou de uma tendência de transformar comportamentos considerados inconvenientes em problemas médicos?
O desafio está em evitar tanto a medicalização indiscriminada do comportamento quanto a negação de um transtorno que pode produzir sofrimento e prejuízos significativos. Nesse contexto, a avaliação profissional individualizada e a compreensão das características e do contexto de vida de cada pessoa são fundamentais.
Questões para reflexão
1- Por que não é adequado considerar que toda criança agitada, desatenta ou impulsiva apresenta TDAH? Explique quais aspectos devem ser considerados na avaliação do comportamento.
2- Analise criticamente a seguinte afirmação: “O aumento dos diagnósticos de TDAH demonstra que a sociedade está medicalizando comportamentos normais da infância.” Você concorda ou discorda? Fundamente sua resposta.
3- Como profissionais da área da saúde e da educação podem contribuir para evitar tanto o diagnóstico precipitado quanto a negligência de crianças que realmente apresentam TDAH? Apresente pelo menos duas estratégias.

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