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Guga em Roland Garros
Camisa polo, shorts acima do joelho, cabelo loiro penteado para o lado e três palavras: o beach venceu. No último ano, Jorginho “do Jeep” foi das profundezas das areias artificiais paulistas até o assento ao lado de Guga em Roland Garros, torneio de tênis parisiense. O personagem que satiriza a Faria Lima acumula milhões de visualizações nas redes sociais; parcerias com marcas como a Lacoste, Jeep e Stanley; e se tornou o único influenciador a fazer um publi post da B3, no Instagram.
Guga em Roland Garros
Para o homem embaixo da peruca, o impacto é o mesmo – senão maior. Fausto Carvalho veio de uma região em São Paulo bem longe do condado da Faria Lima: o município de Diadema, no ABC paulista. Os trejeitos de “faria limer” – as gírias exageradas, a ostentação de roupas de marcas e a presença semanal no beach tennis – vêm de observar a espécie como um verdadeiro antropólogo. “Comecei a entender onde eles vão, o que fazem, o que comem [risos]”, explicou em entrevista exclusiva à EXAME.
O imaginário “faria limer” cresceu nas redes sociais de uns anos para cá. É um meme que personifica o “way of life” de quem trabalha no centro financeiro de São Paulo, especificamente na Avenida Faria Lima, que cruza do bairro de Pinheiros até o Itaim Bibi. Perpetuadores de tendências controversas, como o cigarro eletrônico sabor uva e crossfit às 5 da manhã, engloba a geração millennial das startups e os boomers das corporações tradicionais.
Da cabeça aos pés, marcas como Lacoste, Tommy Hilfiger e Golden Goose. Às sextas são destinadas a “casual friday”; as conversas são sobre o mercado financeiro, o futuro das criptomoedas e a próxima disrupção econômica; as gírias misturam o paulistês com o inglês. Este resumo serve como exemplo de quais trejeitos Jorge busca para exagerar de um “faria limer”.
Guga em Roland Garros



